quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Livre, louca e feliz


Os nossos gostos, prioridades, interesses, etc., alteram-se no tempo. E ainda bem! É sinal de evolução, de assimilação das várias experiências que vamos vivendo. Quanto melhores as experiências, mais diverso o conhecimento, mais rica a nossa vivência. É assim que nos conhecemos a nós mesmos. Há coisas que têm um tempo só para si. Têm de acontecer numa determinada altura e não noutra qualquer. É naquela altura que nos vai acrescentar algo! Às vezes, repetimos experiências à procura do gosto que nos deixou na boca antes ou da primeira vez e não, já não é igual. Não quer dizer que seja menos bom, so que é diferente. E isso às vezes dá saudade. Aperta cá dentro. Ficamos com medo de esquecer porque foi tão bom. Queremos agarrarmo-nos àquela sensação, dar-lhe um nome. Mas ela vai-se tornando mais fugaz, mais longínqua. Não, não! Não estou a viver o passado! Quero fazer tantas coisas agora! E gostava muito de saber de algumas que poderão vir a acontecer no futuro. Mas quando percebo que já me senti tantas vezes tão livre, louca e feliz, tenho medo de nunca mais conseguir igualar tudo isso. E sim, eu sei que está dentro de mim. É isso que às vezes me mata.

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