segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Pouco feliz


Parte I
Não entendo mas alguma coisa se passa! Não encontro já explicações racionais para a merda toda que me tem acontecido. No final de 2014 as perspectivas eram as melhores. Quase dois meses volvidos posso dizer que tenho tido poucas oportunidades para me sentir feliz. Por todos os motivos! Esta noite pouco dormi. Estive a fazer um balanço do mal que faço a mim própria lá por causa da mania da perfeição. A "perfeição" é tão subjectiva como os conceitos de belo, normal ou certo. E não! Nem sequer o senso comum nos safa.

Parte II
Guardei como rascunho e dei um salto ao centro de saúde para fazer um RX pulmonar de rotina e levar uma injecção de Voltaren com Relmus. Foi uma tarde bem passada. Ainda bem que meti férias.

Parte III
Não sei o que mais me irá acontecer mas está difícil estar optimista. Tudo o que sei fazer é esgadanhar-me para que tudo corra sempre bem, seja perfeito e por isso não entendo o porquê deste rosário, deste desfilar de infortúnios, desta lista de desilusões. Até nas coisas mais simples, naquelas que estão "à mão de semear". Não estou a falar de megaloma-cenas, porra! Mas nada está a correr como idealizei. Sinto-me incompleta. Acho que me tenho desdobrado para agradar a toda a gente e no meio disto esqueci-me de mim. É a porcaria da perfeição! Estou a fazer o que é considerado "bem" e não estou a considerar-me! Estou frustrada. Se calhar é isso que está a transtornar a minha energia e está a provocar todas as outras coisas menos boas! Mas pergunto-me: até que ponto estou a ser pouco compreensiva ou condescente se fizer o que realmente tenho vontade? Em que ponto é que isso se torna egoísmo? Até que ponto devo acreditar que as coisas vão mudar e por isso devo ser paciente e esforçar-me nesse sentido? 
Esta não é a minha energia! Isto não sou eu! Eu sou o furacão que todos os dias se levanta pronto para agarrar a vida com toda a garra e perseverança, com um sorriso sempre pronto! Isto não sou eu! Onde é que eu me perdi?

Parte IV
Ouvir a minha mãe do outro lado da linha dizer "tem sido um início atribulado".

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