segunda-feira, 30 de março de 2015

Fucking pressure


Daqui a menos de 2 meses faço 32 anos. Nunca me "preocupei" com este tema. Aliás, a entrada nos 30 trouxe-me tantas coisas boas...Senti-me muito no alto dos meus tamancos! Mas agora há uma série de coisas que me estão a comer o caco. Tenho pensado muito que necessito urgentemente fazer algo de que goste e que o tempo está a contar. E tento encontrar-me, rever-me em alguma profissão ou actividade com a qual me sentiria realizada e não chego lá! O meu trabalho actual não me dá muito mais além de cafés de borla e um salário mediano. E isso conta cada vez menos para esta equação da realização pessoal.
Depois à boleia desta treta da idade, vem o tema da maternidade. Mais-que-tudo tem muitas certezas no que respeita esta questão. Eu, ao momento, continuo sem sentir qualquer apelo biológico neste sentido. E isto liga-se à questão da realização pessoal. Falta-me fazer tanta coisa que achei que a esta altura do campeonato já teria feito e conquistado! Vou lá pensar em filhos! E vejo as minhas amigas sempre estouradas, sem grandes possibilidades de fazer o que gostam desde que foram mães. Ainda há pouco li a Uva Passa e da experiência dela retiro precisamente que até a tua família mais próxima delira tanto com o assunto, como se fosse "the ultimate thing", que te atiram para segundo plano. Também penso que às vezes estou a ser egoísta mas em termos existenciais caramba, é só isto que nos está reservado? Fazer tudo by the book? Estudar não sei quantos anos, tirar um curso, arranjar um trabalho que a certa altura já não te realiza, ter filhos porque já estás nos trinta e tal e depois daí em diante teres toda a responsabilidade do mundo, pagar não-sei-quantas novas contas que nunca mais te deixam cometer delírios, pôr uma mochila às costas e ir para qualquer lado está vedado porque tens a conta do infantário para pagar e outros que tais?
Epah o tempo está a contar! Mas falta-me ver e sentir muita coisa ainda! Sinto-me acorrentada a esta vida "das nove às cinco"! Sinto uma necessidade gigante de sair daqui. Ver outras paisagens, gentes. Conhecer o mundo, as pessoas como elas são nas suas vidas, nos seus contextos. A minha evolução pessoal e humana preocupa-me. Isto pode parecer paleio vazio de uma gaja  que não sabe o que quer. Mas e quê? Não sei mesmo! Só sei que a maioria das vidinhas que se vive por aí, daquelas que se preenchem por ter casa, carro e umas férias no Algarve, não me dizem absolutamente nada! Prefiro ser a maluquinha que não quer crescer e que nunca está satisfeita com nada do que ser esse tipo de humano acomodado. Ao menos enquanto tento lidar com a minha insatisfação evoluo alguma coisa. Procuro sempre "ser" mais. Acrescentar-me algo mais. Na minha essência eu sou "ser" não sou "ter".

quinta-feira, 26 de março de 2015

Sinceramente...

...não sei o que mais me chateia: se "baby blogs" ou blogs de moda (que não são mais do que blogs onde as meninas mostram roupinhas de cadeias e para isso eu também entro nos respectivos sites mas ok). E ambos os há ao pontapé! Beware!

Que degredo

Pouco passa das 10h30 da manhã e estou a comer batatas fritas. Estou farta deste tempo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Cansei desta relação

Já não te aguento! Quando acordo de manhã, já nem vontade tenho para me arranjar. Este vínculo que mantemos agora quase há oito anos, há muito que consome a minha paciência sem me dar nada em troca. Há muito que perdi o interesse nesta relação em que tudo é obrigação. Já não há amor, paixão, criatividade, um vislumbre de melhoria. Nada. E também estou farta de ser criticada por já não estar feliz contigo. Mas que posso fazer? Eu preciso de mais! Tenho muito para dar ainda! E tu não vês isso! Habituaste-te a ter-me aqui. Não interessa se contribuo para a nossa relação ou não. Se acrescento algo à tua vida. Não, simplesmente obrigas-me a estar aqui! Preciso de mais! Tenho muito para aprender. 
Queria dizer-te que tenho procurado algo novo. Mas não posso... A verdade é que também,  por mais que procure, todos os dias, em todo o lado, não estou a conseguir encontrar. E olha que não estou a ser muito exigente! Depois de ti há muita coisa que se me aparece como opção...
Eu sei que cada vez mais é difícil encontrar algo bom como o que eu desejo para mim. Também sei que muita gente estaria feliz contigo. Mas eu já não.  
Fodasse, preciso mesmo de encontrar um emprego novo!

segunda-feira, 16 de março de 2015

Verão 2005


Estávamos em 2005. Eu tinha vinte e dois anos. Estudava, vivia e trabalhava em Aveiro. Morava com N com quem namorava há dois anos. Um dia portei-me mal e fui desculpada. Era uma miuda inconsequente. Agora sei que há coisas que por mais que tentemos passar por cima delas, dificilmente elas nos saem da cabeça... e do coração. Após um fim-de-semana em casa com a família, voltei a Aveiro para me encontrar com N. Íamos de férias. Mas N quis conversar. Esteve sozinho aqueles dias e de certeza que passou mal. E eu não entendi. Também não quis mais ir de férias porque soube ali que, embora lhe chamássemos "tentativa", eu não ia saber lidar com a minha culpa e responsabilidade. Nem queria tão-pouco. Então meti-me no último comboio de volta ao Porto, lavada em lágrimas. E assim fiz todo o percurso. Pedi a Van e J que na altura estavam juntos para me irem buscar. Passei a noite em casa da Van para não ligar aos meus pais naquele momento, àquela hora. No dia a seguir contei. Chorei a noite toda. Uns tempos depois, já não sei se dias, semanas, vou passar uns dias a Lagos com Van e J e mais uma porrada de gente. Era "para esquecer". Foram uns dias muito loucos, claro, como eram todos naquela altura. E a minha música desse Verão, quando o coração acalmou, foi esta, que ouvi ontem e me fez voltar estes anos atrás. [mais uma vez a ideia da musica e da memória!]

"Foste a razão da viagem de umas férias para fugir
Foste a razão da viagem de umas férias para fugir
Encontrei-te na paragem, no descer e no subir
(...)
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão
(...)
Foste a sombra do momento, tentação a experimentar
Foste a sombra do momento, tentação a experimentar
Foste a luz do salvamento do regresso ao meu olhar
Tu foste em todas as formas um país que eu nunca vi
Tu foste em todas as formas um país que eu nunca vi
Velho sonho dos meus olhos e eu só te vi a ti"

Dez anos passaram.N foi um capítulo muito marcante no livro da minha vida e possivelmente nunca o saberá. Também eu só o descobri muito mais tarde. Quando já foi tarde demais. Por um lado, rio. Era uma altura em que tudo se vivia com muita intensidade. Era tudo novidade, descoberta! Fazia-se muita loucura sem pensar nas consequências. Por outro lado, não sei, mas há qualquer coisa que lamento, embora não seja culpa. Há coisas que são assim, fazem parte do crescimento, acontecem para nos fazerem ver qualquer coisa. Cruzamo-nos um dia. Crescemos muito um com o outro. Um dia, seguimos caminhos diferentes. Guardo tudo com muito carinho. Foi há dez anos. Eu tinha vinte e dois.



terça-feira, 10 de março de 2015

1.58 - Há sempre uma primeira vez para tudo

Agora que saio mesmo muito raramente, agora que bebo muito menos do que já bebi, ao pé de casa e bastante cedo para o que era normal! Ironia do destino, é o que é! E não, não estou a ser gabarolas! Dava tudo para não ter passado por isto. Por estar sozinha numa esquadra, às 4 da manhã, cheia de frio, facto ao qual ninguém ligou peva. Lá foi o Mais-que-tudo buscar a mulher à esquadra...a gozar-me à grande, claro! Bem, foi a noite de sexta que se conseguiu arranjar!

P.S. Portem-se bem.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Vocês sabem lá...


É incrível como podemos sentir saudades de pessoas que estão perto, com quem estamos frequentemente. Nem é bem saudades da sua presença física. É saudades daquilo que elas nos transmitem, daquilo que elas representam para nós. Neste últimos meses tenho frequentemente saudades dos meus pais. Estamos separados apenas por 10Km's. Pelo menos uma vez por semana estamos juntos e falamos todos os dias ao telefone. Mas tenho sentido uma enorme necessidade de me sentir perto, de sentir que eles tão perto. Às vezes ligo mesmo não tendo nada para dizer. Às vezes ligo e queria dizer tudinho e não o faço para que não fiquem tristes por eu estar triste. Mas ligo só para garantir que estão lá. E faço piadas e rio-me porque a filha que eles conhecessem é assim. Ou era. Eles ficam contentes pelo meu riso. E eu, cortada por dentro, digo "sim, está tudo bem".

domingo, 1 de março de 2015

Resumo de um belo domingo


Cheguei a casa e fiquei indecisa se tomava um ansiolítico ou qualquer coisa forte para as dores de cabeça. End. Obrigada pela atenção.