segunda-feira, 25 de maio de 2015

A day in life

Estou mais contactável com este novo telefone. Estou mais gira com estes brincos. Estou mais confortável com o novo casaco. Estou bem mais tesa com o guito que gastei este fim-de-semana. Estou mais velha. Mas estou mais rica e mais feliz que antes. Pela companhia e pelo esforço de uns. Dos que me são mais. Estou mais próxima de uns e mais longe de outros porque faz parte do caminho. Há aqueles que nunca esquecem, passe o tempo que passar. Independentemente da geografia que nos separa. E isso é tão bom! Há outros que esquecem e que se vão fazendo esquecer. E isso deixa de ser cada vez menos importante. No fim, o que importa é o sentimento que fica. De preenchimento. De tudo. De sol. De felicidade. De tranquilidade. De família. De casa. 


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Só para Matosinhenses



Já lá fui! Comi o pastel de chaves acabado de sair do forno, bifana, caldo verde, a cuca fresquinha e a fartura! Falta ainda o pão com chouriço e a sardinha assada mas já tenho agendadas mais duas visitas :D
Melhor, melhor só mesmo ter jogado umas boas partidas de matrecos e ter dado umas valentes voltas nos trolleys (carros de choque, para quem não sabe). Tudo isto valeu-me uma valente dor no cóccix (dos embates nos carros) e uma pequena distensão no braço direito por causa dos remates! Se o corpo faz lembrar os 32 mesmo aí a rebentar, o espírito sente-se com os 15 que me faziam faltar às aulas para lá ir!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Llorando

Porque hoje é mais dia de lágrimas que de riso e a Linda Porca me fez revisitar a Llorona que mais gosto no cinema.  

La Llorona de Los Angeles, Rebekah Del Rio.(Mulholland Drive, 2001)



segunda-feira, 18 de maio de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015

1 "euro" complicado (e sim, estou aqui a fazer um trocadilho)


O estacionamento em baixo da minha casa é pago. Ontem, no caminho para casa, depois do trabalho, pensei em estacionar aí pois ia ter de voltar a sair, logo após o jantar. Num semáforo qualquer, para adiantar serviço, resolvi tirar do porta-moedas uma moeda de 1€ para por no parquímetro. Pousei a moeda no tablier do carro. Nas curvas, lá andava ela "dum-lado-pró-outro", fazendo "ffffffffffffft", "ffffffffft"....  No entanto, mesmo antes de chegar à zona de estacionamento pago mas mesmo já ao pé de casa, tive a sorte de topar um lugar vago onde o estacionamento é livre. Fixe.
Três horas mais tarde, saio de novo. Entro no carro e lá está a moeda, da qual me tinha esquecido. Arranco e lá vai ela "ffffffffft" para um lado, "ffffffft" para o outro.
Viagem de regresso a casa, já tarde, já nem apeteceu ouvir o rádio. Apenas a moeda ainda no tablier, "ffffffffft" para um lado, "ffffffft" para o outro. Estou a chegar a casa. Estaciono e penso em acabar com tudo aquilo. Já era de mais. Ponho a moeda no bolso das calças.
Hoje de manhã quando me levantei, Mais-que-tudo continuava a dormir. Geralmente pego na roupa escolhida e avanço para a casa-de-banho, para o duche. Hoje, no silêncio e na escuridão do quarto, eis que resolvo pegar nas calças que usei ontem à noite quando "Prás! Trás! Prás!", caíu a moeda ao chão, saltitou três vezes e depois ficou ainda algum tempo a rodar no chão despido enquanto eu fiz aquela figurinha típica destes  momentos, tipo de quem foi "apanhado": imóvel, literalmente com as calças na mão e com os olhos fechados, franzidos. Parece que não acordei Mais-que-tudo. Apanhei a moeda, pousei em cima da cómoda. Entretanto, escolhido o combinado, dirigi-me para a porta do quarto mas, eis que vislumbro a moeda e vou atrás buscá-la. Mais 1€ na carteira faz sempre jeito, não fazia sentido deixá-la ali. Entrei no wc. Pousei a roupa escolhida. E a moeda. Tomei o duche, vesti-me e fui para a cozinha, tomar o pequeno-almoço. Regressei ao wc para terminar de me arranjar. Lá estava a moeda. Para não me esquecer dela, fui pousá-la no móvel da entrada. Estou pronta a sair, carteira ao ombro, vejo a moeda no móvel da entrada. Meti-a no bolso.
Hora de almoço, eu e um colega decidimos ir buscar uma mega sanduíche a um restaurante aqui ao lado. Vou para pagar, pego na carteira, não tinha dinheiro suficiente para pagar a minha sanduíche. Faltavam-me uns cêntimos. Pago com Multibanco. Chego ao escritório, a sentar-me, sinto algo no bolso das calças. A  moeda de 1€! Se a tivesse encontrado minutos antes... Faço contas com o meu colega porque entretanto resolvemos  fazer uma aposta no Euromilhões. Tenho a dar-lhe 2€. Pego em algumas moedas às quais junto a famigerada moeda de 1€ e, ao estender a mão para lhe dar a minha parte, eis que a desgraçada, apenas essa desgraçada!, cai por entre o meio das nossas mesas. Direitinha.
Maldito Euro.


32


Continuo sem ideia do que vou fazer nos anos. Não que seja obrigatório. Não que eu seja a verdadeira entusiasta do dia do aniversário e muito menos da habitual festa ou jantar. Nada disso. Mas calha um Sábado, catano! Podia fazer algo diferente. Mas desta não me apetece fazer anos. Não me apetece escrever "32".

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sobretudo viver

"Jamais deixe que as dúvidas paralisem suas acções. Tome sempre todas as decisões que precisar tomar, mesmo sem ter a segurança de estar decidindo correctamente.” (Paulo Coelho)

Do nada, estamos numa encruzilhada e é preciso tomar decisões. O caminho para trás era plano e a paisagem era uma seara vasta. Não havia perigos mas também não havia surpresas. Escolhe-se um caminho. As pernas tremem. A barriga dói como na véspera de um teste quando tinha 15 anos. Não sei se estou a decidir correctamente mas sei que tenho de optar e sei que é vital mudar. Por todas coisas. Essencialmente por mim que não sei viver sem mudança. Que quero ser mais e melhor. Ter mais conhecimento e experiência. E viver. Sobretudo viver! Ter coisas para contar. Permitir-me sentir coisas diferentes. Dar coisas novas aos meus olhos para ver. Para a frente é o caminho, assim é preciso acreditar.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Onde andais, gentes do Norte, carago?

É verdade que ninguém me comenta. É verdade que só tenho um seguidor (Já agora, um bem-haja para ele uma vez que nunca interagimos!). Tudo bem, é para o lado que durmo melhor.  Mas o que noto e que mais me apoquenta é que os poucos que me lêem estão praticamente todos mais a Sul. Nada contra, atenção! Muito me alegro ao ver as vossas bolinhas no mapa! (Salvo seja!) Mas onde anda a gente do Norte, a minha gente, carago? Tem chovido muito por cá, é verdade. E a malta também anda um bocado tesa. E eu sei que isso não sendo animador, havendo tempo livre, mais nos impele a dormitar ou a ver o resumo do Ídolos à noite. Também já começaram alguns santos populares aqui no pedaço e ir comer uma fartura também é muito melhor do que ler o que esta descompensada para aqui escreve. Mas fodasse, digam alguma coisa!


Eduquem-se e só depois então reproduzam-se senão, qualquer dia, isto isto é uma selva de idiotas


Há merdas que me irritam e eu nem tenho nada a ver com elas. É nestas alturas que sei que vou morrer cedo. Por questões de trabalho, procurei a página da DECO no Facebook. Não sou associada e não tenho razões para defender ou atacar os serviços prestados por esta entidade. No entanto como o Mais-que-tudo até é associado, vou acompanhando algumas coisas. Já há algum tempo que a DECO iniciou uma campanha de angariação de novos associados. Ao fazer-se uma nova inscrição, é oferecido um tablet. Mais-que tudo recebeu o seu! Demorou cerca de um mês mas nunca ninguém supôs que logo a DECO fosse faltar ao contrato, certo? E, pronto, estamos contextualizados.
Ora então, na página da DECO há um rol de publicações de gentinha nervosa porque ainda não recebeu o tablet. Nitidamente inscreveram-se apenas para receber a porcaria do dispositivo. Certamente a ideia é receber o tablet e depois cancelar o serviço uma vez que a DECO não obriga a períodos de fidelização. E depois, um tablet a dois euros, que se lixem as revistas e a informação! Mais, que se lixe ler as condições do serviço onde está explicado que efectivamente pode haver demora e, em havendo, o motivo pela qual esta poderá existir. Pior: queremos um tablet porque custa dois euros mas também não lemos as características do mesmo. Quando é recebido em casa, "é uma porcaria, nem dá para tirar fotos só "selfies", pk não tem câmara traseira só de frente, a imagem é fraca"(ahahahahah! bem feita!),  e então lá vamos reclamar para o Facebook. Que gente ridícula, é o que tenho a dizer. É a gentinha que vai buscar as canetas às comitivas das campanhas eleitorais e que não faz ideia dos programas dos partidos e prefere ir para a praia em vez de ir votar. É a gentinha que vai ao Pingo Doce no 1º de Maio. Fodasse, odeio gentinha. Não sou associada da DECO porque não acho que precise. Sou autónoma a investigar e a decidir o que é melhor para mim. Basicamente não tenho nada a ver com esta merda mas irrita-me. Porque isto é só mais um reflexo da postura de muita gente. É pequenez. É a prevalência da forma sobre o conteúdo. Querem a merda do tablet para quê? Para ir ao Facebook e jogar Candy Crush?? Leiam livros, fodasse!


terça-feira, 5 de maio de 2015

Saudades tuas


Há quatro anos atrás a minha avó deixou-nos. Estivemos ao lado dela até ser vencida pelo sofrimento e pelo cansaço. A enfermeira não chegou a tempo com o reforço de morfina. Quando tocou à campainha, ela tinha acabado de respirar o seu último trago de ar. Lembro-me de estar na sala com o meu pai e de dizer, embora em desespero, "foi melhor assim". 
Há coisas na vida que não se esquecem mais. Este é um dos carimbos da minha alma, a partida injusta da minha avó. Todo o processo de degeneração do seu ser físico e depois, já no fim, o apagar da sua personalidade. A fala que se sumiu. O olhar que se esvaziou. E mesmo antes de ficarem totalmente sem vida, os seus olhos fecharam-se durante dias para se abrirem apenas nos seus últimos momentos.
Aquela avó e mãe que nos ajudou a todos quanto pôde e até às vezes quanto não podia, foi-se embora cedo de mais. Foi-se embora sem conhecer todos os netos. Foi-se embora sem vir jantar a minha casa. Foi-se embora sem nunca ter sido muito feliz e sem nunca ter tido muita paz.
A minha avó também foi minha mãe. (Possivelmente, durante certo tempo, estive mais com ela do que mesmo com a minha mãe.). As minhas memórias de infância mais recorrentes ligo-as a ela. As torradas que me fazia com cevada, em dias de chuva. A forma como me obrigava a comer fruta, descascando-a para não me dar hipótese de dizer que não. Como me ensinou a "prova dos 9" com apenas a sua segunda classe. O cartão que me escreveu um dia e que, claro, ainda hoje guardo, com a sua caligrafia incerta "Da avó que te quer muito".
Há coisas que nunca se esquecem. Que nunca se esquecerão. E pessoas que marcam irremediavelmente, avassaladoramente, a nossa vida, a nossa alma, aquilo que somos. 

- Tenho muitas saudades tuas. Sei que estás sempre comigo e que um dia nos voltaremos a ver.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Provação: Dia 1

Só me resta este blog [lol].
Não tenho o sofá do costume para me esticar. O comando não é meo. Quase me arrisquei a comer grelos com pescada cozida. Vá lá, ao menos "a sopa estava boa".

Mini-saia

Ok.
Fiquei mesmo contente pelo dia de hoje ter chegado. Voltar ao trabalho foi uma lufada de ar fresco. Mas agora está quase no fim. E, não tendo ainda o meu espírito dado a tão necessária volta de 180º sobre os últimos acontecimentos, para melhorar, hoje chega-me a sogra. Já é fodido andar completamente desmotivada com os "pendentes" que tenho em casa. Agora ainda levo com um hóspede. Tudo aquilo que eu nunca desejei ou esperei ter de lidar com. Facto é que estou passada dos nervos. Tudo me irrita. Apetece-me responder aos e-mails tão politicamente correctos com um "e se te fosses foder?". O meu cabelo super lavado está me a irritar tanto que estou constantemente a mexer-lhe e só vejo cabelos na secretária. Ao fim de tantos anos de interregno, estes últimos dias roí as unhas todas. E é absolutamente ridículo estar a aborrecer-me com aquilo que parecem não-problemas quando há tantos outros que efectivamente o são e estão bem à minha frente. Mas é por me sentir tão sem-vida! Estou a fazer 32 anos senhores e nunca me senti tão limitada e abafada como neste preciso momento! Talvez em alguma altura da adolescência quando o meu pai não me deixou sair à noite e nessa altura isso era o maior sufoco da minha vida. Estou muito zangada com esta minha vida de agora. Estou muito zangada comigo. Apetece-me comprar uma mini-saia.