segunda-feira, 27 de julho de 2015

Amor maior

E de repente apercebes-te que aquela pessoa com quem decidiste ir viver, ainda com poucas certezas e muitos medos, tornou-se o teu maior amigo, o teu grande apoio nas alturas mais importantes da tua vida e nas decisões mais difíceis, o teu companheiro, o teu maior amor. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

quarta-feira, 15 de julho de 2015

When people become strangers

Há pessoas que catalogamos na nossa memória de forma positiva, guardando aquelas suas características que um dia as tornaram especiais para nós. Lembramo-nos do quanto fomos felizes ou nos divertimos com elas. Achamos que as conhecemos bem. Que conhecemos a forma de agirem nesta e naquela circunstância. Guardamo-las na gaveta dos especiais.
Mas um dia esbarramos com elas de alguma forma e elas já não são as mesmas. Não nos guardam a mesma simpatia ou carinho. Passou tempo. É como se já não nos conhecêssemos. Por muito que queiramos insistir na velha ideia de quão próximos fomos um dia, a empatia não surge. Para nós nada mudou. E, se com algumas pessoas fazemos até questão de as pôr de alguma forma à distância porque já não nos identificamos, etc.,etc., outras são elas que o fazem connosco e não sabemos bem porquê. Porque achamos que estamos iguais. Porque mantemos o mesmo carinho por elas. E desiludimo-nos um pouco. Porque deixou de corresponder à ideia que havíamos guardado. Tornam-se estranhos com manias, complexos e opiniões que não lhes atribuíamos. Dizem que a vida é assim. Que muda as pessoas. Eu também concordo. E é bom mudarmos visões. Melhorarmo-nos! Isso não desilude ninguém! Mas há quem se torne mesmo um verdadeiro estranho.

Saloiices

Tenho uma panca por frutas e legumes! Não, não é nenhum fetiche nem nenhuma cena porca. Mas cheguei a esta conclusão quando ontem, num hiper que não vou divulgar mas que não é o Continente pois esse deixa muito a desejar nesta matéria, descobri que entre a 80 a 90% das frutas e legumes eram portugueses e, melhor ainda, diariamente, têm uma variedade destes de um produtor local! Foi o êxtase! Como cheirei e respirei aqueles pimentos maravilhosos! Agarro-me aos coentros, aos tomates coração de boi, à salsa em rama, aos pêssegos e cheiro-os como se fosse o meu último trago de ar nesta vida! E cenouras com rama?? Fico tipo criança num parque de diversões. Começo logo a magicar que prato poderia fazer com aqueles espinafres viçosos e lamento não ter de vontade de comer sopa agora no tempo quente porque as nabiças e o agrião estavam de morrer! Ahhhh, tudo tão fresco! Sou uma saloia, é o que é!

terça-feira, 7 de julho de 2015

E agora o gin???

Foda-se!!! Quem é que faz um casamento sem bebidas brancas???? Já estou possuída! E só soube disto agora! Andei eu a procura dum vestido, duns sapatos e da porra toda, farta de gastar guito nestas coisas que detesto...e não vai haver bebidas brancas?! A-se-ri-o. Se pudesse devolver o vestido dizia que tava com diarreia.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Da dor

Já suspeitava mas quando o osteopata me diz, com todas as letras, de que tenho o joelho de uma pessoa de 60 anos que trabalhou no campo, tal e qual com estas palavras, desabei. Já não estava a ser um dia fácil. Já estava no limiar do meu esforço, com as emoções todas à flor da pele, tudo o que fui entupindo nos últimos, prestes a saltar cá para fora. 
O dia tinha começado com uma visita à instituição de apoio animal onde vou prestar o serviço comunitário. Ver ali aqueles animais todos já me deitou por terra. Não que não soubesse ao que ia. Mas o sofrimento alheio, seja ele humano ou animal, mata-me por dentro. E eu já não estava no meu melhor. A isto juntei a consciência de que ao meu curto fim-de-semana e ao meu parco descanso ainda vou tirar mais umas manhãs, acordando bem cedo, e durante uns cinco meses. O almoço terminou com lágrimas e preocupação. Depois veio a consulta. Marquei a consulta "da dor" pois os meus ombros, pescoço e costas não me têm dado descanso. Pensei que ia só para uma massagem. Não pôde ser feita. Chorei e transpirei naquela marquesa. Calcificação na coluna, cervical feita num oito, tecidos inflamados, músculos inflamados, túnel cárpico entupido e tendinite no pulso. Princípios de fibromialgia. E o joelho. E só ouvia "você não pode andar assim, tem de cuidar de si, não pode andar a tratar de tudo e de todos sem cuidar de si. Carrega muitas emoções, tem de deitar isso para fora."
Não é o fim do mundo, claro que  não. Mas pensei "Esforço-me tanto por tudo e por todos, será que a minha "recompensa" vai ser uma velhice antecipada, sem qualidade de vida? Como vai ser a minha vida dentro de 10 anos?" etc., etc., etc.. Já tomei algumas decisões. Vou inscrever-me na hidroginástica. Vou arranjar tempo para isso. Vou arranjar tempo para estar com os meus amigos. Vou dar nota a quem de direito que não posso continuar com o mesmo ritmo de trabalho e responsabilidades. Quarta-feira tenho consulta de ortopedia. Vou saber o destino do meu joelho. Não sei como vou lidar com todas estas coisas. Mas vou lidar. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Eu

Trabalho 8 horas por dia na minha profissão. Saio e sou activista política. Ajudo animais. Ajudo pessoas. Tenho a minha casa. O meu namorado. Pai e mãe. Amigos. Reuniões à noite. Actividades ao fim de semana. Em breve, voluntariado. Faço desporto (não tanto quanto gostaria mas vou fazendo). Desenrasco sempre mais isto ou aquilo a alguém que precise. Faço compras. Faço limpezas. Ando de autocarro e de metro. Às vezes acho que vou ficar maluca. Às vezes esqueço-me do caminho para os sítios onde quero ir e dos nomes de pessoas com quem estou habitualmente. Mas no fim do de cada dia, no fim de tudo e espero que no fim da minha vida, tenho um orgulho enorme na pessoa que sou. Naquilo que dou. No quanto me dou. Orgulho-me dos meus sonhos, dos meus desejos, das minhas utopias. Das minhas crenças. Do meu esforço. Da minha luta. Destas minhas lutas.
 
"Quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre!"
É isto que sou.

Viagens

Muitos de vós sonhariam em ter umas mamocas jeitosas encostadas, esparramadas, nas vossas costas, não? A primeira vez que isso me aconteceu foi na praia e com uma amiga. (Não não estávamos a experimentar coisinhas novas.). Teríamos 15-16 anos, eu estava deitada na toalha, ela veio do mar e atirou-se para cima de mim. E nunca me esqueci daquela sensação. As suas mamas, bem maiores que as minhas por sinal, molhadas e esparramadas nas minhas costas, comprimidas pelo peso dela. Foi como se um polvo se tivesse colado em mim. Num salto pus-me de pé e guardei essa sensação como um indicador que realmente eu não curtia gajas.
Hoje, pela fresca, voltei a sentir o corpo feminino pressionado contra mim. Ainda estava sonolenta quando um pipi se encostou ao meu braço. E ali esteve um bom bocado a baloiçar-se dum lado pro outro, esfregando-se no meu membro superior. Entretanto, mudo de posição e lá estão elas de novo: um gigantesco par de mamocas bem coladas nas minhas costas! Por momentos quase que me senti confortada. Ali, naquele momento e espaço foi quase bom! Um fofo balançar que me almofadava os solavancos do meu próprio corpo...
Até que a porta se abriu e eu saí na minha paragem.

Ahh, as sensações que uma viagem de autocarro podem proporcionar!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Lagartas

As cerejas com bicho são sempre as mais doces! As lagartas sabem-na toda!
Daqui muito se poderia derivar.