sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Paneleirismos na língua portuguesa

A sério que em pleno século 21 há pessoas que escrevem cartas começando com "Mui ilustre senhor"??? É só a mim que me soa muuuito a ridículo? Eu estou um pouco habituada a formalismos a roçar o ridículo e, em alguns casos até, o apaneleirado, dada a proximidade com um "mui ilustre" advogado mas..poupem-me! Quem dera que se escrevesse português correcto, simplesmente. Só isso.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

mo·no·to·ni·a

Toda a gente a postar fotos giras, a escrever textos interessantes e eu completamente entorpecida, desinteressante, agastada, a morrer de rotina e de monotonia, a sentir-me velha antes do tempo.


sábado, 15 de agosto de 2015

Porto mágico

Entrei por acaso. Em mais um dos passeios pelas ruas da Baixa, aquela pequena montra vislumbrava algo diferente. E foi como entrar num portal que rapidamente transporta qualquer um directamente à infância. O sentimento é nostálgico. Parece uma loja tirada de um filme francês. Tudo é belo. Pequenino. Mágico. Apetece mexer, descobrir tudo. Deu-me a dose de açúcar que fazia falta à tarde cinzenta.

Este é o sítio:

 E este foi o meu miminho:

video

Porto de Magia - Rua Formosa,207 - Porto

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Obrigada

Tenho sempre muita curiosidade em saber como vivem as pessoas, na sua forma mais genuína.  A par disso acho que tenho uma noção de realidade crua mas verdadeira. Sempre fiz questão de reflectir isso nas minhas viagens quando viajava em Couchsurfing, por exemplo, trocando o conforto ilusório de um hotel e de uma viagem organizada desde a origem, por uma mochila às costas e o risco do desconhecido,  conhecendo os sítios pelos olhos dos locais. Importa-me a realidade. Para isso temos de sair da nossa zona de conforto. Ontem tive mais um experiência nesse sentido. À boleia do serviço comunitário que devo prestar (ver http://dietafacebook.blogspot.pt/2015/03/158-ha-sempre-uma-primeira-vez-para-tudo.html) fui parar a uma organização que prepara e distribui comida a pessoas carenciadas. Já tinha ido uma semana a uma preparação mas ontem fui pela primeira vez a uma distribuição. E lá estava mais uma realidade. Aquela à qual nunca consegui ficar indiferente. A realidade dos mais vulneráveis, dos mais desprotegidos. A vida também é isto. A vida de alguns tão iguais a nós! O primeiro impacto foi comover-me. Tanta fragilidade! Depois foi preenchimento. (Não faço a apologia da caridade, atenção. A minha visão sobre este tema é materialista.) Sentir que a minha participação foi benéfica, em algum momento, para aquelas pessoas, é algo especial. E depois pensei nas pessoas tão vazias de vida que nunca saem das suas zonas de conforto, cuja realidade é tão pequena e limitada pois só conhecem, a sua própria confortavelzinha realidade.
"Há males que vêm para bem."

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Da liberdade

Ando pelos cabelinhos, consumida pela ansiedade e cansaço. Nunca antes as férias me pareceram tão difíceis de chegar. Já vi todos os colegas a ir e a vir! O meu humor anda pela rua da amargura e da paciência nem vou falar. Só eu sei a falta que sinto das minhas viagens. De por a mochila às costas e ir por aí sozinha, sem dar contas a ninguém. Isso é o que mais me consome. A ausência do sentimento de liberdade plena.
O momento não é favorável. A imaginação está tolhida. Vou voltando.