quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Obrigada

Tenho sempre muita curiosidade em saber como vivem as pessoas, na sua forma mais genuína.  A par disso acho que tenho uma noção de realidade crua mas verdadeira. Sempre fiz questão de reflectir isso nas minhas viagens quando viajava em Couchsurfing, por exemplo, trocando o conforto ilusório de um hotel e de uma viagem organizada desde a origem, por uma mochila às costas e o risco do desconhecido,  conhecendo os sítios pelos olhos dos locais. Importa-me a realidade. Para isso temos de sair da nossa zona de conforto. Ontem tive mais um experiência nesse sentido. À boleia do serviço comunitário que devo prestar (ver http://dietafacebook.blogspot.pt/2015/03/158-ha-sempre-uma-primeira-vez-para-tudo.html) fui parar a uma organização que prepara e distribui comida a pessoas carenciadas. Já tinha ido uma semana a uma preparação mas ontem fui pela primeira vez a uma distribuição. E lá estava mais uma realidade. Aquela à qual nunca consegui ficar indiferente. A realidade dos mais vulneráveis, dos mais desprotegidos. A vida também é isto. A vida de alguns tão iguais a nós! O primeiro impacto foi comover-me. Tanta fragilidade! Depois foi preenchimento. (Não faço a apologia da caridade, atenção. A minha visão sobre este tema é materialista.) Sentir que a minha participação foi benéfica, em algum momento, para aquelas pessoas, é algo especial. E depois pensei nas pessoas tão vazias de vida que nunca saem das suas zonas de conforto, cuja realidade é tão pequena e limitada pois só conhecem, a sua própria confortavelzinha realidade.
"Há males que vêm para bem."

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