sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Da nostalgia

Sou uma piegas do catano e nisto, confesso, dou a mão à palmatória ao Passos Coelho! Mas só nisto mesmo porque em tudo o resto, pudesse dar-lhe duas bofetadas e dizer-lhe umas verdades... Mas continuando: amanhã casa um amigo que conheci pouco antes de entrar na faculdade. Fazer estas contas é sempre doloroso porque parece que ainda foi ontem mas foi há 14 anos. Fizemos amigos em comum, alguns pessoas de quem passei a gostar bastante e com quem passei um tempo considerável e com quem partilho algumas peripécias bem engraçadas. Claro que depois da faculdade, cada um seguiu o seu caminho, o contacto deixou de ser o mesmo. Muito embora, graças ao Facebook, foi dando para sabermos quem casou, quem foi pai, etc.. Mas não é o mesmo. Nunca mais é a mesma coisa. Alguns mudam. Muito. Aquele que era tão divertido parece que casou e agora quando encontra alguém parece que fica tolhido. Aquela que era grande maluca agora está toda tia, cheia das manias. Enfim. Amanhã vamo-nos reencontrar. Estou ansiosa mas receosa também. Com estas coisas das mudanças. E à medida que temos entrado em contacto uns com os outros, fico de lágrima fácil! E depois, é o meu amigo que vai casar! Aquele que conhecia a mulher da mercearia com produtos fora do prazo e que, quando ficávamos ao fim-de-semana sem vir a casa, já sem dinheiro nenhum porque o da semana já se tinha acabado, lhe pedia que nos vendesse fiado! Geralmente uns ovos e um fiambre para fazer umas omoletes! Aquele que ia a Lisboa e me deixava a cadela para eu tomar conta. A mesma que um dia fez uma grande mija na tijoleira da entrada onde eu fui por os pés mal acabei de acordar no sofá da sala,  depois de uma grande noite de rambóia. Queria encontrar toda a gente igual, como eu os conheci. Com a mesma espontaneidade. Com a mesma maluqueira. Não toda, vá que já nem eu a tenho, mas alguma. Quero conhecer os filhos dos meus amigos que já não vejo há muito tempo. Saber se eles estão bem. Onde estão a trabalhar. Estão solteiros? Divorciados? Sou uma piegas! Quero beber copos e lembrar com eles aquele tempo em que a única preocupação era guardar o dinheiro para o comboio de Sexta e ter algum para gastar nos tascos durante a semana :)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Facto

Nunca estamos preparados para ver morrer a nossa mãe. Tenhamos 12, 30, 45 ou 60 anos. Assim como um companheiro de uma vida nunca está preparado para ver partir a sua companheira dessa vida. Sem lhe valer. A vida é um momento inesperado.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

One way or another

Sinto que muitas vezes tenho muito para dizer. São muitos os assuntos que me ocupam as ideias. Dos mais mediáticos aos pessoais, aos mais intrínsecos do meu eu. Mas depois faltam-me as palavras. A miúda que era tão promissora no campo das letras, que escrevia versos e poemas com tanta facilidade e sabia usar palavras difíceis e complicadas de dizer quando mais ninguém o sabia, parece que perdeu o jeito. A eloquência que parecia ter e de que agora precisava tanto parece que foi de férias prolongadas. Às vezes, no meio de conversas, não me consigo lembrar dos termos que quero empregar ou daquela palavra exacta. Não sei se se trata de um caso de má gestão de expectativas ou de Alzheimer precoce.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Da Independência

Um dia, era eu uma miúda ainda, a minha mãe disse-me que a independência de cada um era algo impagável e que não deveria nunca abrir mão dela. Não liguei. Não precisava ligar. Possivelmente também não terei entendido. Mas agora entendo. Aprendi agora. O meu maior bem, o meu maior trunfo, a minha maior conquista é a minha independência. E nunca abdicarei dela.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Dos refugiados

Para mim é uma questão humanitária, são pessoas que precisam de ajuda, ponto final. Além do mais não se trata de uma escolha! Trata-se de cumprir leis da UE que regulamentam o asilo e às quais nós estamos obrigados. Não temo pelo meu umbigo como muitos fachos da velha guarda e demais ignorantes! Contudo tenho uma ressalva a fazer. O Governo deverá acompanhar estas pessoas. Criar um mecanismo de apoio à integração. Por um lado estaremos a ajudá-los, por outro, caso haja alguém com outras intenções (que, não sejamos hipócritas pode acontecer, claro! Não tínhamos uma célula Etarra altamente instalada e integrada em Portugal??? Não sejamos falsos ingénuos!), mais facilmente será identificado. Depois é preciso mais dar-lhes condições para começarem qualquer coisa, principalmente àqueles que vão para terriolas onde mais ninguém quer viver! Estava tudo muito inflamado porque tinham dado casas em Penela.. eu gostava de saber quantos desses nervosinhos iria viver para Penela! Alguns factos:
- Entre 1991 e 2001, houve um decréscimo dos efectivos populacionais no valor de -4,7%. Nos censos 2011 registou-se a continuidade desta tendência.
- Em 2001, 377 idosos moravam sós e existiam 1134 famílias constituídas por elementos com 65 e + anos.
- Dos 6451 residentes no concelho, 27 não possuem ainda electricidade no seu domicílio.
- Existem ainda, 33 moradores sem água canalizada no alojamento ou no edifício.
- Concelho de Penela é muito significativo o número de pessoas residentes que não possuem instalação de banho e de duche no seu domicílio (601).
- a população economicamente activa representa no seu total 39% da população do concelho enquanto que a população não activa regista um valor de 61% do total.
- Em 2003, foram deferidos 132 processos de rendimento mínimo garantido. Quanto à idade dos beneficiários, os escalões com números mais significativos são: o de menos de 24 anos e o dos 55 ou mais anos, sendo os mais jovens e os mais idosos que requerem esta prestação.
E podia continuar por aqui fora! Agora é tudo muito patriótico mas por exemplo nas últimas eleições legislativas a abstenção foi de mais de 50%. Não me lembro de ver tantos indignados com os Salgados desta vida e submarinos e vistos Gold! Ganhem vergonha e insurjam-se contra quem devem.
Falta-me fazer outra ressalva. Não adianta dar-lhes um tecto e um subsídio que não dá para nada, despejá-los numa Penela ou numa Covilhã e limpar as mãos. Lembram-se há uns anos quando repovoaram aldeias abandonadas no meio do nada com imigrantes brasileiros e de leste, julgo? Tempos depois aquela gente nem de comer tinha! Estavam isolados, queriam voltar para os seus países e não tinham sequer meios para isso.
Bem, para terminar porque acho que já estamos todos fartos desta saga, acho que daqui a tempos os refugiados já cá estão nas suas vidas e ninguém se vai lembrar ou dar por eles. O meu coração humano que não é católico ou de qualquer outra religião mas que foi educado a importar-se com o vizinho do lado deseja que todos encontrem a paz que necessitam para terem uma vida digna.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Yeah!

Hoje é Sexta e não parece! A semana de trabalho havia de começar sempre às quartas! Vou directa para casa quando sair do escritório o que é geralmente muito difícil e, melhor ainda, vou ter a casa toda para mim. YEAH! Não, não tenho 16 anos e vivo com os meus pais e estou toda contente porque eles não estão! Sou uma gaja que vive em pecado há uns tempos e que viveu sozinha uns anos valentes! E tenho umas saudades do catano disso! É sexta-feira e o dia corre mesmo bem!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Das férias

Do calor. Das praias maravilhosas. Do mar transparente. Do Alentejo que eu adoro. Da comida boa. Do peixe e do marisco de comer e chorar por mais. Da paz. Do tempo. Da tranquilidade. Dos grilos à noite. Do pôr-do-sol. Do céu assombradamente estrelado.