quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Da sinceridade

Perdoem-me se isto pode parecer bem mauzinho mas há pessoas que precisavam de uma boa dose de sinceridade na vida delas. Precisavam que alguém lhes dissesse sinceramente que são muito parolas. Umas matronas. Uns azeiteiros. Que lhes fica mal o cabelo amarelo palha e a raiz escura. Que lhes fica mal o óculo de sol tipo mosca, espelhado. Que lhes fica mal tudo em exagero: as unhas com decorações, cordões ao pescoço, bling-bling em demasia, tudo a brilhar que até fere a vista. Matronas. Broncos. Mamalhudas com decotes escandalosos.Tatuados com camisolas justíssimas e decotes que vão até ao umbigo. Os carros com as janelas abertas ouvindo-se kizomba a 50 metros da viatura. Não pah! A malta não te está a achar o maior!
A sério malta. Queira que na vida vos apareça alguém que vos diga: és ganda brolho! 
Acho que seria terapêutico, vá.

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